Nos tempos de hoje sobrevive quem melhor se adapta ao meio em que interage. É uma seleção natural do mercado. Mudar, portanto, é preciso. Romper com os paradigmas do passado é sempre a melhor opção. Neste espaço destacamos o que garimpamos pela grande rede, em jornais, revistas e experiências profissionais. É um desfile de grandes pensadores sobre os mais variados temas relacionados à carreira e sucesso. Sejam todos bem vindos!
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quinta-feira, 21 de junho de 2012
Qual o tamanho do seu vocabulário?
quinta-feira, 29 de março de 2012
O Idiota e a Moeda
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Julgar as pessoas... Cuidado!!!
Crônica da Loucura - Luis Fernando Veríssimo
O melhor da Terapia é ficar observando os meus colegas loucos. Existem dois tipos de loucos. O louco propriamente dito e o que cuida do louco: o analista, o terapeuta, o psicólogo e o psiquiatra. Sim,somente um louco pode se dispor a ouvir a loucura de seis ou sete outros loucos todos os dias, meses, anos. Se não era louco, ficou.
O melhor da terapia é chegar antes, alguns minutos e ficar observando os meus colegas loucos na sala de espera. Onde faço a minha terapia é uma casa grande com oito loucos analistas. Portanto, a sala de espera sempre tem três ou quatro ali, ansiosos, pensando na loucura que vão dizer dali a pouco.
Na última quarta-feira, estávamos:
1. Eu
2. Um crioulinho muito bem vestido ,
3. Um senhor de uns cinqüenta anos e
4. Uma velha gorda.
Comecei, é claro, imediatamente a imaginar qual seria o problema de cada um deles. Não foi difícil, porque eu já partia do princípio que todos eram loucos, como eu. Senão, não estariam ali, tão cabisbaixos e ensimesmados.
(2) O pretinho, por exemplo. Claro que a cor, num país racista como o nosso, deve ter contribuído muito para levá-lo até aquela poltrona de vime . Deve gostar de uma branca, eos pais dela não aprovam o namoro e não conseguiu entrar como sócio do "Harmonia do Samba"? Notei que o tênis estava um pouco velho. Problema de ascensão social, com certeza.
O olhar dele era triste, cansado. Comecei a ficar com pena dele. Depois notei que ele trazia uma mala . Podia ser o corpo da namorada esquartejada lá dentro. Talvez apenas a cabeça. Devia ser um assassino, ou suicida, no mínimo. Podia ter também uma arma lá dentro. Podia ser perigoso. Afastei-me um pouco dele no sofá. Ele dava olhadas furtivas para dentro da mala assassina.
(3) E o senhor de terno preto, gravata, meias e sapatostambém pretos? Como ele estava sofrendo, coitado. Ele disfarçava, mas notei que tinha um pequeno tique no olho esquerdo. Corno, na certa. E manso. Corno manso sempre tem tiques. Já notaram? Observo as mãos. Roía as unhas.Insegurança total, medo de viver. Filho drogado? Bem provável. Como era infeliz esse meu personagem. Uma hora tirou o lenço e eu já estava esperando as lágrimas quando ele assuou o nariz violentamente, interrompendo o Paulo Coelho da outra. Faltava um botão na camisa. Claro,abandonado pela esposa. Devia morar num flat, pagar caro, devia ter dívidas astronômicas. Homossexual? Acho que não. Ninguém beijaria um homem com um bigode daqueles. Tingido.
terço da bolsa e começou a rezar. Meu Deus, o caso é mais grave do que eu pensava. Estava na quinta dezena em dez minutos. Tensa. Coitada. O que deve ser dos filhos dela? Acho que os filhos não comem a macarronada dela há dezenas e dezenas de domingos. Tinha cara também de quem mentia para o analista. Minha mãe rezaria uma Salve-Rainha por ela, se a conhecesse.
Acabou o meu tempo. Tenho que ir conversar com o meu psicanalista.
Conto para ele a minha "viagem" na sala de espera.
- E a gordinha é a Dona Dirce, a minha mãe.
-"E você, não vai ter alta tão cedo...."
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Por que mudar?
Quando falamos em mudança dentro de uma empresa, pode significar desde uma alteração de posição no mercado em que ela está inserida, mudanças em sua função social, modificação em seu direcionamento estratégico com possível alteração em sua missão, até uma mudança em sua cultura, com reavaliação de seus valores e práticas em diferentes níveis de autoridade e responsabilidade.
As mudanças que afetam diariamente as organizações ocorrem, na maioria dos casos, com as mudanças de local de trabalho na estrutura organizacional, na linha de produtos ou de mercado, na política de comercialização, na implementação de novas tecnologias ou nas estratégias de sobrevivência com redução de custos e pessoas: as transições decorrentes de tais mudanças, geralmente são mal compreendidas e mal administradas.
A mudança é vista como um processo natural ao longo da existência das organizações e é decorrente da reação destas à ação de forças exercidas pelo meio em que estão inseridas. O fato é que mudanças e transições, quando mal conduzidas, acabam levando muito mais tempo e envolvendo mais recursos do que qualquer um poderia prever, além de causar desgastes desnecessários para as pessoas envolvidas.
Os motivos de qualquer mudança em uma organização estão dentro da própria empresa ou no ambiente em que se encontra, ou na combinação de ambos. A mudança causada por essas forças vai depender de sua natureza e intensidade, mas também da própria capacidade e versatilidade da organização em enfrentá-las.
Flavio Barbosa da Silva é professor, consultor e conferencista.
Blog: www.flaviosilva.soeducacao.com.br
O texto acima foi publicado na Comunidade VendaMais.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Tudo em um clique
Texto extraído da [E-zine Liderança]
Se você fosse abrir uma empresa na década de 1990, seu checklist incluiria:
1. Pegar fôlderes e banners na gráfica.
2. Alugar carro de som para divulgar a empresa pela região.
3. Enviar convites para todos os seus amigos.
4. Enviar faxes para a imprensa.
Hoje, nessa lista têm de ser incluídos outros itens:
1. Montar um site.
2. Divulgar a marca nas redes sociais.
3. Montar loja virtual.
4. Enviar e-mail para todos os seus amigos.
Nem todos os itens mudaram e nem todos os mais recentes são obrigatórios, mas, se você quer reforçar a visibilidade de sua empresa que está chegando agora em um mercado saturado, é interessante ir pensando em diferenciais.
Você sabia que é possível criar um site em 30 minutos e montar um plano de marketing em 45 minutos? E que, em 10 minutos, você pode negociar com um chinês a importação de seu produto?
A gigante Google lançou, em maio de 2011, no Brasil, o programa Conecte Seu Negócio, em parceria com o Sebrae, a HP e a Yola. O objetivo é dar “uma mão” para pequenas empresas que ainda não têm um site.
Mesmo sem conhecimento de programação ou linguagem específica, é possível montar sozinho um site completo, acessando o link www.conecteseunegocio.com.br. Depois de pronta, a sua página virtual vai precisar de uma ajuda para ficar conhecida, certo? “Após a criação do site, os empresários receberão créditos da Google AdWords – solução de publicidade on-line – para promover seu site na internet”, explica o diretor de vendas on-line da Google no Brasil, Alessandro Leal. O valor do cupom para divulgação é de R$150,00.
Outras facilidades para quem abre o site pelo Conecte Seu Negócio vêm com as parcerias. A Yola oferece ferramentas para criação e design de sites, o Sebrae promove palestras e workshops para os cadastrados e a HP dá desconto em computadores e impressoras para que o monitoramento do site não seja prejudicado pela falta de um bom equipamento.
O site de sua empresa já está pronto, agora falta um planejamento de marketing para saber aonde chegar e quais objetivos traçar. Quem pode dar uma força nesse sentido é o Sebrae, com o programa Click Marketing, por meio do site www.clickmarketing.sebrae.com.br. A ferramenta está disponível on-line e promete um planejamento completo em, no máximo, 45 minutos. Desenvolvido em agosto de 2010, o site já teve 184 mil acessos e mais de 13 mil planos de marketing concluídos.
O auxílio não tem custo, é necessário apenas ter CNPJ. O programa ajuda a descobrir o perfil da empresa, do público-alvo e qual rumo pode-se tomar. Enquanto a pessoa monta seu planejamento, tutores estão disponíveis para auxiliá-la via e-mail, além de ter à sua disposição, no site, dicas e exemplos com as principais dúvidas. A base da estrutura do programa utiliza nove passos:
1. Motivação: indicar qual é o seu objetivo ao elaborar o plano de marketing.
2. Análise interna: descobrir seus pontos fortes e fracos.
3. Análise de ambiente: listar as oportunidades e ameaças.
4. Identificação de oportunidade: descobrir como atender às necessidades do seu cliente.
5. Objetivos estratégicos: definir metas em médio e longo prazos.
6. Perfil dos clientes: identificar seu cliente ideal.
7. Diferencial: escrever o que você faz para não ser apenas mais um no mercado.
8. Mix de marketing: definir estratégias de atuação no mercado, com base em todas as informações que já preencheu.
9. Plano de ação e monitoramento: preencher listas que lhe permitirão verificar constantemente se o seu negócio está no caminho certo.
Sua empresa já tem site e planejamento de marketing, mas você sente que ela ainda pode crescer muito. Hoje, já não é necessário se tornar uma grande empresa, com alta lucratividade, para fazer negócios fora do Brasil. Aliás, você não precisa nem sair da sua sala para fazer negócios com chineses e norte-americanos ao mesmo tempo. Quem proporciona essa relação é o site Yes, I Can do B2B (www.yesicandob2b.com), criado por Pierre Grossmann, de 71 anos.
O site é uma espécie de rede social, mas, em vez de perfis de pessoas, como no Facebook, contém perfis de empresas. Para fazer parte dessa rede de empresas, basta criar um login, gratuitamente, com o nome da sua empresa e o CNPJ. “O Yes, I Can do B2B ajuda o empresário de duas formas: facilita a associação dos termos técnicos, em inglês, de que ele precisa para fazer uma busca com 100% de precisão, e também faz com que ele encontre parceiros de negócios na China, na Índia, no mundo inteiro. Este é o objetivo de todo empresário: vender, no fim do dia, o seu produto”, analisa Grossmann.
Apesar de a criação de um perfil ser gratuita, a empresa que desejar colocar um catálogo com seus produtos e preços paga uma anuidade de US$200. “É menos de um dólar por dia”, enfatiza Grossmann. Ele conta que assim a visibilidade da empresa aumenta. “Se ele fabrica 1,5 mil produtos, pode colocar todos à disposição e atualizar isso durante um ano. Quem puxar o perfil dele vai ver o catálogo também. Vai ser como se você tivesse anunciando em 195 países”, reforça o criador do site.
Não é necessário ter domínio de outras línguas para criar a rede social da empresa. “No Brasil, nós temos 5 milhões de pequenas empresas e muitas delas não dominam o idioma inglês. Nem os brasileiros nem os chineses dominam o inglês, muito menos o inglês técnico. Vou lhe dar um exemplo: o parafuso de alumínio usado para uma roda de bicicleta. Isso poucas pessoas sabem em inglês, mesmo o dono da metalúrgica não sabe classificar aquele produto que ele fabrica”, observa. Grossmann garante que seu banco de dados vai contribuir com a negociação.
Um grande abraço e até a semana que vem.
Júlio Clebsch
Editor da revista Liderança
www.lideraonline.com.br
P.S.: este texto é uma edição da matéria Tudo em um clique, de autoria de Evelise Toporoski, publicado na revista Liderança do mês de outubro. Acesse aqui.