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quinta-feira, 29 de março de 2012

O Idiota e a Moeda

Por Arnaldo Jabor

Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 RÉIS e outra menor de 2.000 RÉIS. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.

Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.

- Eu sei, respondeu o tolo. “Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda”.

Podem-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.

A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.
A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?
A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.

Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.

Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos.
O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente.

Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação.

Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam… é problema deles.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Julgar as pessoas... Cuidado!!!

Crônica da Loucura - Luis Fernando Veríssimo

O melhor da Terapia é ficar observando os meus colegas loucos. Existem dois tipos de loucos. O louco propriamente dito e o que cuida do louco: o analista, o terapeuta, o psicólogo e o psiquiatra. Sim,somente um louco pode se dispor a ouvir a loucura de seis ou sete outros loucos todos os dias, meses, anos. Se não era louco, ficou.

Durante quarenta anos, passei longe deles . Pronto, acabei diante de um louco, contando as minhas loucuras acumuladas. Confesso, como louco confesso, que estou adorando estar louco semanal.

O melhor da terapia é chegar antes, alguns minutos e ficar observando os meus colegas loucos na sala de espera. Onde faço a minha terapia é uma casa grande com oito loucos analistas. Portanto, a sala de espera sempre tem três ou quatro ali, ansiosos, pensando na loucura que vão dizer dali a pouco.

Ninguém olha para ninguém. O silêncio é uma loucura. E eu, como escritor, adoro observar pessoas, imaginar os nomes, a profissão, quantos filhos têm, se são rotarianos ou leoninos, corintianos ou palmeirenses.

Acho que todo escritor gosta desse brinquedo, no mínimo, criativo. E a sala de espera de um "consultório médico", como diz a atendente absolutamente normal (apenas uma pessoa normal lê tanto Paulo Coelho como ela), é um prato cheio para um louco escritor como eu. Senão, vejamos:

Na última quarta-feira, estávamos:

1. Eu

2. Um crioulinho muito bem vestido ,

3. Um senhor de uns cinqüenta anos e

4. Uma velha gorda.

Comecei, é claro, imediatamente a imaginar qual seria o problema de cada um deles. Não foi difícil, porque eu já partia do princípio que todos eram loucos, como eu. Senão, não estariam ali, tão cabisbaixos e ensimesmados.

(2) O pretinho, por exemplo. Claro que a cor, num país racista como o nosso, deve ter contribuído muito para levá-lo até aquela poltrona de vime . Deve gostar de uma branca, eos pais dela não aprovam o namoro e não conseguiu entrar como sócio do "Harmonia do Samba"? Notei que o tênis estava um pouco velho. Problema de ascensão social, com certeza.

O olhar dele era triste, cansado. Comecei a ficar com pena dele. Depois notei que ele trazia uma mala . Podia ser o corpo da namorada esquartejada lá dentro. Talvez apenas a cabeça. Devia ser um assassino, ou suicida, no mínimo. Podia ter também uma arma lá dentro. Podia ser perigoso. Afastei-me um pouco dele no sofá. Ele dava olhadas furtivas para dentro da mala assassina.

(3) E o senhor de terno preto, gravata, meias e sapatostambém pretos? Como ele estava sofrendo, coitado. Ele disfarçava, mas notei que tinha um pequeno tique no olho esquerdo. Corno, na certa. E manso. Corno manso sempre tem tiques. Já notaram? Observo as mãos. Roía as unhas.Insegurança total, medo de viver. Filho drogado? Bem provável. Como era infeliz esse meu personagem. Uma hora tirou o lenço e eu já estava esperando as lágrimas quando ele assuou o nariz violentamente, interrompendo o Paulo Coelho da outra. Faltava um botão na camisa. Claro,abandonado pela esposa. Devia morar num flat, pagar caro, devia ter dívidas astronômicas. Homossexual? Acho que não. Ninguém beijaria um homem com um bigode daqueles. Tingido.

(4) Mas a melhor, a mais doida, era a louca gorda e baixinha. Que bunda imensa. Como sofria, meu Deus. Bastava olhar no rosto dela. Não devia fazer amor há mais de trinta anos. Será que se masturbaria? Será que era esse o problema dela? Uma velha masturbadora? Não! Tirou um

terço da bolsa e começou a rezar. Meu Deus, o caso é mais grave do que eu pensava. Estava na quinta dezena em dez minutos. Tensa. Coitada. O que deve ser dos filhos dela? Acho que os filhos não comem a macarronada dela há dezenas e dezenas de domingos. Tinha cara também de quem mentia para o analista. Minha mãe rezaria uma Salve-Rainha por ela, se a conhecesse.

Acabou o meu tempo. Tenho que ir conversar com o meu psicanalista.

Conto para ele a minha "viagem" na sala de espera.

Ele ri... Ri muito, o meu psicanalista, e diz:

- O Ditinho é o nosso office-boy.

- O de terno preto é representante de um laboratório multinacional de remédios lá no Ipiranga e passa aqui uma vez por mês com as novidades.

- E a gordinha é a Dona Dirce, a minha mãe.

-"E você, não vai ter alta tão cedo...."

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Por que mudar?

Vivemos na era da perplexidade, quando o conhecimento de meia hora antes já foi tornado obsoleto por algo novo. Vivemos em um mercado em que as ideias, os recursos e as competências estão globalizados e a informação viaja numa velocidade espantosa, fazendo com que as organizações tenham de estar alterando constantemente sua maneira de agir, para se adequarem ao meio em que estão inseridas. Faz-se necessário que esse processo de mudança seja bem entendido e bem gerenciado pelos executivos da organização.

Quando falamos em mudança dentro de uma empresa, pode significar desde uma alteração de posição no mercado em que ela está inserida, mudanças em sua função social, modificação em seu direcionamento estratégico com possível alteração em sua missão, até uma mudança em sua cultura, com reavaliação de seus valores e práticas em diferentes níveis de autoridade e responsabilidade.

As mudanças que afetam diariamente as organizações ocorrem, na maioria dos casos, com as mudanças de local de trabalho na estrutura organizacional, na linha de produtos ou de mercado, na política de comercialização, na implementação de novas tecnologias ou nas estratégias de sobrevivência com redução de custos e pessoas: as transições decorrentes de tais mudanças, geralmente são mal compreendidas e mal administradas.

A mudança é vista como um processo natural ao longo da existência das organizações e é decorrente da reação destas à ação de forças exercidas pelo meio em que estão inseridas. O fato é que mudanças e transições, quando mal conduzidas, acabam levando muito mais tempo e envolvendo mais recursos do que qualquer um poderia prever, além de causar desgastes desnecessários para as pessoas envolvidas.

Os motivos de qualquer mudança em uma organização estão dentro da própria empresa ou no ambiente em que se encontra, ou na combinação de ambos. A mudança causada por essas forças vai depender de sua natureza e intensidade, mas também da própria capacidade e versatilidade da organização em enfrentá-las.

Flavio Barbosa da Silva é professor, consultor e conferencista.
Blog: www.flaviosilva.soeducacao.com.br

O texto acima foi publicado na Comunidade VendaMais.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Tudo em um clique

Texto extraído da [E-zine Liderança]

Se você fosse abrir uma empresa na década de 1990, seu checklist incluiria:

1. Pegar fôlderes e banners na gráfica.

2. Alugar carro de som para divulgar a empresa pela região.

3. Enviar convites para todos os seus amigos.

4. Enviar faxes para a imprensa.

Hoje, nessa lista têm de ser incluídos outros itens:

1. Montar um site.

2. Divulgar a marca nas redes sociais.

3. Montar loja virtual.

4. Enviar e-mail para todos os seus amigos.

Nem todos os itens mudaram e nem todos os mais recentes são obrigatórios, mas, se você quer reforçar a visibilidade de sua empresa que está chegando agora em um mercado saturado, é interessante ir pensando em diferenciais.

Você sabia que é possível criar um site em 30 minutos e montar um plano de marketing em 45 minutos? E que, em 10 minutos, você pode negociar com um chinês a importação de seu produto?

A gigante Google lançou, em maio de 2011, no Brasil, o programa Conecte Seu Negócio, em parceria com o Sebrae, a HP e a Yola. O objetivo é dar “uma mão” para pequenas empresas que ainda não têm um site.

Mesmo sem conhecimento de programação ou linguagem específica, é possível montar sozinho um site completo, acessando o link www.conecteseunegocio.com.br. Depois de pronta, a sua página virtual vai precisar de uma ajuda para ficar conhecida, certo? “Após a criação do site, os empresários receberão créditos da Google AdWords – solução de publicidade on-line – para promover seu site na internet”, explica o diretor de vendas on-line da Google no Brasil, Alessandro Leal. O valor do cupom para divulgação é de R$150,00.

Outras facilidades para quem abre o site pelo Conecte Seu Negócio vêm com as parcerias. A Yola oferece ferramentas para criação e design de sites, o Sebrae promove palestras e workshops para os cadastrados e a HP dá desconto em computadores e impressoras para que o monitoramento do site não seja prejudicado pela falta de um bom equipamento.

O site de sua empresa já está pronto, agora falta um planejamento de marketing para saber aonde chegar e quais objetivos traçar. Quem pode dar uma força nesse sentido é o Sebrae, com o programa Click Marketing, por meio do site www.clickmarketing.sebrae.com.br. A ferramenta está disponível on-line e promete um planejamento completo em, no máximo, 45 minutos. Desenvolvido em agosto de 2010, o site já teve 184 mil acessos e mais de 13 mil planos de marketing concluídos.

O auxílio não tem custo, é necessário apenas ter CNPJ. O programa ajuda a descobrir o perfil da empresa, do público-alvo e qual rumo pode-se tomar. Enquanto a pessoa monta seu planejamento, tutores estão disponíveis para auxiliá-la via e-mail, além de ter à sua disposição, no site, dicas e exemplos com as principais dúvidas. A base da estrutura do programa utiliza nove passos:

1. Motivação: indicar qual é o seu objetivo ao elaborar o plano de marketing.

2. Análise interna: descobrir seus pontos fortes e fracos.

3. Análise de ambiente: listar as oportunidades e ameaças.

4. Identificação de oportunidade: descobrir como atender às necessidades do seu cliente.

5. Objetivos estratégicos: definir metas em médio e longo prazos.

6. Perfil dos clientes: identificar seu cliente ideal.

7. Diferencial: escrever o que você faz para não ser apenas mais um no mercado.

8. Mix de marketing: definir estratégias de atuação no mercado, com base em todas as informações que já preencheu.

9. Plano de ação e monitoramento: preencher listas que lhe permitirão verificar constantemente se o seu negócio está no caminho certo.

Sua empresa já tem site e planejamento de marketing, mas você sente que ela ainda pode crescer muito. Hoje, já não é necessário se tornar uma grande empresa, com alta lucratividade, para fazer negócios fora do Brasil. Aliás, você não precisa nem sair da sua sala para fazer negócios com chineses e norte-americanos ao mesmo tempo. Quem proporciona essa relação é o site Yes, I Can do B2B (www.yesicandob2b.com), criado por Pierre Grossmann, de 71 anos.

O site é uma espécie de rede social, mas, em vez de perfis de pessoas, como no Facebook, contém perfis de empresas. Para fazer parte dessa rede de empresas, basta criar um login, gratuitamente, com o nome da sua empresa e o CNPJ. “O Yes, I Can do B2B ajuda o empresário de duas formas: facilita a associação dos termos técnicos, em inglês, de que ele precisa para fazer uma busca com 100% de precisão, e também faz com que ele encontre parceiros de negócios na China, na Índia, no mundo inteiro. Este é o objetivo de todo empresário: vender, no fim do dia, o seu produto”, analisa Grossmann.

Apesar de a criação de um perfil ser gratuita, a empresa que desejar colocar um catálogo com seus produtos e preços paga uma anuidade de US$200. “É menos de um dólar por dia”, enfatiza Grossmann. Ele conta que assim a visibilidade da empresa aumenta. “Se ele fabrica 1,5 mil produtos, pode colocar todos à disposição e atualizar isso durante um ano. Quem puxar o perfil dele vai ver o catálogo também. Vai ser como se você tivesse anunciando em 195 países”, reforça o criador do site.

Não é necessário ter domínio de outras línguas para criar a rede social da empresa. “No Brasil, nós temos 5 milhões de pequenas empresas e muitas delas não dominam o idioma inglês. Nem os brasileiros nem os chineses dominam o inglês, muito menos o inglês técnico. Vou lhe dar um exemplo: o parafuso de alumínio usado para uma roda de bicicleta. Isso poucas pessoas sabem em inglês, mesmo o dono da metalúrgica não sabe classificar aquele produto que ele fabrica”, observa. Grossmann garante que seu banco de dados vai contribuir com a negociação.

Um grande abraço e até a semana que vem.

Júlio Clebsch
Editor da revista Liderança
www.lideraonline.com.br

P.S.:
este texto é uma edição da matéria Tudo em um clique, de autoria de Evelise Toporoski, publicado na revista Liderança do mês de outubro. Acesse aqui.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

7 razões pelas quais Steve Jobs era um campeão de vendas

Abaixo segue trecho de material produzido e publicado por Raúl Candeloro*


Steve Jobs era, sem dúvida alguma, alguém que entendia como ninguém tanto a arte quanto a ciência de vender. Quando você consegue fazer com que o mundo inteiro fique esperando qual é a sua última novidade, quando os concorrentes não sabem o que fazer a não ser copiá-lo, quando existem revistas, sites e blogs dedicados apenas à sua marca… obviamente você é um sucesso que merece ser estudado.

Peneirando as muitas coisas boas que ficaram, separei algumas frases que resumem o pensamento desse grande vendedor que se foi:

1. Tenha orgulho dos seus produtos e serviços – “Quando você é um carpinteiro construindo um belo armário, não vai colocar um pedaço de compensado na parte de trás, mesmo que esse lado fique para a parede e ninguém veja. Você sabe que está lá, então você vai usar madeira de primeira qualidade ali também. Para que você possa dormir tranquilo à noite, a estética e a qualidade têm que estar presentes em tudo o que você faz”.

2. Confie no seu instinto – “Seu tempo é limitado, então não o perca vivendo a vida dos outros. Não fique aprisionado por dogmas, que é viver com os resultados dos pensamentos dos outros. Não deixe que o ruído da opinião das outras pessoas afogue sua própria voz interior. E o mais importante: tenha a coragem de seguir seu coração e a sua intuição. Eles, de alguma forma, já sabem o que você realmente quer. Todo o restante é secundário.Você não consegue juntar os pontos olhando para frente, você só consegue juntá-los olhando para trás. Então, você precisa acreditar que os pontos vão se juntar no futuro. Você precisa acreditar em alguma coisa: sua intuição, destino, karma, seja lá o que for. Essa forma de encarar as coisas nunca falhou e fez toda a diferença na minha vida”.

3. Entenda qual é sua missão – “Lembrar-me de que morrerei em breve é a ferramenta mais importante que encontrei para me ajudar a tomar as grandes decisões na vida, porque quase tudo – todas as expectativas externas, todo o orgulho, todo o medo de passar vergonha ou do fracasso – tudo isso, simplesmente some quando você enfrenta a morte, deixando apenas o que é realmente importante. Lembrar que se vai morrer é a melhor forma que conheço de evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Na verdade, você já está nu. Não existe motivo algum para não seguir seu coração. Ser o homem mais rico do cemitério não significa nada para mim. Ir para a cama pensando que fizemos algo maravilhoso – isso é o que me interessa”.

4. Aprenda com os melhores – “Picasso costumava dizer: ‘Bons artistas copiam, artistas geniais roubam’. Nunca tivemos vergonha de roubar boas ideias”.

5. Entenda seu posicionamento – “A Apple tem uma participação de mercado maior do que BMW, Porsche ou Mercedes. Qual é o problema de ser uma BMW ou Mercedes?”.

6. Foco e simplicidade – “Estes têm sido um de meus mantras: foco e simplicidade. Simples pode ser mais difícil do que complexo. Você precisa trabalhar duro para limpar sua mente e deixar as coisas simples. Mas vale muito a pena porque, no final, uma vez que você chega lá, consegue mover montanhas”.

7. Seja um apaixonado pelo que faz e não se acomode – “Nos últimos 33 anos, eu me olhei no espelho todos os dias pela manhã e me perguntei: ‘Se hoje fosse o último dia da minha vida, eu gostaria de fazer o que vou fazer hoje?’. Sempre que a resposta é ‘não’ por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa. Seu trabalho vai preencher grande parte da sua vida e a única forma de ficar verdadeiramente satisfeito é fazendo algo que você acredita ser um grande trabalho. E a única forma de realizar grandes trabalhos é quando você ama o que faz. Se você ainda não achou, continue procurando. Não se acomode. Como em todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar o que procura. E, como toda boa relação, ela vai melhorando e melhorando conforme os anos vão passando. Então, continue procurando enquanto você não encontrar. Não se acomode”.

A melhor frase de todas eu guardei para o final. Quando perguntado sobre o que realmente fazia, Jobs respondeu: “Nós criamos bicicletas para a mente”. Isso sim é transformar característica em benefício.


* Raúl Candeloro (Formado em Administração de Empresas, tem experiência de 16 anos em vendas; Fundador da Editora Quantum, promove informação e capacitação profissional; Editor e idealizador da revista VendaMais, exclusiva para a área de vendas; Criou a maior comunidade de vendas e marketing do Brasil; O portal VendaMais tem hoje mais de 100.000 pessoas recebendo sua e-zine.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Administração do Tempo II

Por Rodrigo Ramos,

O mundo conspira a nosso favor, cada ação manifestada a cada dia é um reflexo dos nossos valores que possuímos internamente. Como não conseguimos fazer tudo o que queremos ao mesmo tempo, somos obrigados a escolher o que iremos fazer a cada momento de nossas vidas. Sempre nos faltam tempo, dinheiro, braços e até mesmo vontade. Querendo ou não o comodismo ainda nos afeta muito, mas não devido à falta total de interesse, e sim à uma rotina pesada que se passa a cada dia. Deixando-nos fadigados ao fim de cada tarde, que muito se deve à falta de saber o que fazer e a hora certa de fazer cada obrigação. Assim sendo, nosso cérebro utiliza um processo natural de seleção do que fazer e do que não fazer baseado no fator importância, ou seja, se valorizo algo ou não. Aquilo que me agradar em um termo maior será feito primeiro, o que não valorizo tão urgentemente não faço com tanta ênfase ou presa. Então concluímos que somos guiados pelo que achamos mais importante.

Duas das principais características do tempo é que ele é rápido a cada passar de ano e cada dia mais limitado, momentâneo e até mesmo passageiro. Tempo passado não pode ser recuperado. “Águas passadas não movem moinhos”. Em um de meus livros escrevi uma frase que foi um pouco criticada.

“Às vezes lançamos nosso passado em um abismo, mas nos esquecemos de dar um passo para trás e nos inclinarmos para ver se ele realmente está morto”

A grande jogada de saber lidar com o tempo que nos resta, é saber filosofar sobre o tempo que já foi gasto. São conceitos básicos e naturais que perdemos com o passar do tempo e com este mercado de trabalho que nunca para. Temos de nos adaptar a cada mês, a cada dia a uma nova forma de trabalhar e de nos comportar. E com isso um mecanismo mais que automático nos priva de necessidades principais e essenciais para uma vida saudável e de sucesso pessoal e financeiro. Mas a verdade é que só temos uma chance para viver, uma única oportunidade que devemos aproveitar da melhor forma possível.

Vivemos como se nunca fossemos morrer. Como o tempo é um recurso caríssimo e muito limitado, devemos pensar bem como investimos nesse precioso bem. Normalmente por que damos mais valor ao que nos convém momentaneamente. Devemos notar que ainda vivemos em uma sociedade metamórfica, individualista, consumista e altamente desumana. A muito, mas há muito tempo mesmo, valorizam-se mais o ter do que o ser, ou seja, (é dado um valor maior às riquezas do que ao real valor humano.)

Como isso se aplica ao meu emprego?

Um exemplo que ainda vem sendo seguido em quase todas as empresas é o processo de seleção para cargos superiores. As seleções ainda muitas vezes são efetuadas pelo numerário que o funcionário representa para a empresa no fim do mês. Em uma empresa qualquer de vendas, muitas vezes se promove de cargo um bom vendedor que efetua ótima vendas por mês, mas cria-se um péssimo gerente, pois o mesmo não possui as competências necessárias para exercer o cargo ou mesmo a índole de saber lidar com tal gestão. O correto seria a visão de competências solicitadas para o cargo. Isso por nos preocuparmos mais com concreto e deixamos de lado à verdadeira essência.

Pergunte a uma pessoa mais idosa sobre o que é mais importante na vida. Muito provavelmente a resposta será que o que mais importa na vida é a saúde, pois uma vez perdida, as conseqüências são desastrosas, diante disto as outras coisas perdem o valor. A realidade é que muitas pessoas pensam em construir grandes coisas, possuem grandes sonhos, querem realizar muitas obras, mas esquecem de si mesmas. A parte mais desprezada é a estrutura interior, a parte invisível que está dentro de cada um. Ainda priorizamos muito nosso trabalho ou estudos e se esquecem de cuidar de sua saúde, deixam de cuidar da habitação do espírito, o seu próprio corpo. Possuímos deveres e razões que são inegociáveis, pois compõem a estrutura básica de um indivíduo. Acredito que estes são os cinco valores responsáveis pela integridade, e qualidade de vida de todas as pessoas.

Valores que jamais devemos desprezar:
- Saúde Espiritual
- Saúde Física
- Saúde Emocional
- Saúde Social
- Saúde Intelectual

Cada um destes valores quando deixados de lado, causam diferentes tipos de “enfermidades” e “pedras” na vida de cada indivíduo. A sociedade atual ainda despreza esses valores, deixando-os de lado e colocando-os em segundo plano, e a conseqüência disso são os consultórios médicos e psiquiátricos lotados. E a famosa doença do século chamada stress ataca tudo e a todos. Andamos a cada dia com a cabeça mais cheia e os ombros mais pesados, pois nos sentimos na posição de carregar o mundo em nossas costas. Segundo especialistas, o mal do século XXI serão as doenças psicossomáticas, causadas pelo ritmo em que as pessoas são submetidas, causando um estresse exagerado, gerando enfermidades como depressão, ansiedade e diminuição da qualidade de vida em geral.

Será que existe como ter uma vida produtiva e ao mesmo tempo realizada, feliz e sem transtorno com as terríveis conseqüências dessa sociedade que segue em ritmo de loucura?
Temos que aprender a administrar melhor nosso tempo, e a primeira coisa que devemos fazer é priorizar o que realmente nos fará pessoas mais prósperas, felizes e produtivas.
Por que se martirizar em um emprego que você não se sente bem? Abordaremos os cinco fatores em posts separados, acredito que apesar de ser um fator que o ser humano deveria carregar consigo mesmo e naturalmente, perdemos com tempo e com a urgência de crescermos cada vez mais e mais. Este nosso segundo encontro é um pouco mais reflexivo, devemos ter a consciência do que estamos aprendendo. Pois na maioria das teorias elas são muito bonitas no papel, mas não são fáceis de serem aplicadas.

“Não devemos somente apreender, mas sim repreender, absorver ao máximo o que de novo nos é dado.”


Rodrigo Ramos
Setor juridico
Escritor, Colunista e Critico
Msn: rodrigoramosconsultoria@gmail.com

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Idalberto Chiavenato abre a caixa de ferramentas do Administrador


Em artigo exclusivo publicado na edição 0 da revista Administradores, umas das principais autoridades da área na América Latina fala sobre as especificidades do trabalho dos profissionais de Administração.

Autor de 30 best-sellers publicados no Brasil e 17 obras em língua espanhola, Chiavenato é uma das principais autoridades da área de Administração de Empresas na América Latina.

Por Idalberto Chiavenato, www.administradores.com.br

Todo profissional tem a sua caixa de ferramentas particular e específica. Sem ela, o profissional faz o serviço de maneira incompleta ou não realiza o trabalho. Dias atrás solicitei o serviço de um eletricista. Ele veio à minha casa, ouviu rapidamente o que devia fazer e foi até o seu carro buscar uma caixa de ferramentas. Era de metal e continha alicates de vários tipos, martelos e chaves de fendas.
Em seguida percebeu que o problema era maior do que pensava. Voltou ao seu carro e buscou outra caixa de ferramentas mais completa com cabos, fios, e outros equipamentos. Ao final, resolveu voltar novamente ao carro para apanhar outra caixa que raramente utilizava. Essa continha instrumentos mais sofisticados. Cada caixa tinha sua finalidade precípua para trabalhos simples ou técnicos ou ainda mais apurados.

Todas essas incursões me fizeram pensar na caixa de ferramentas do administrador. Cada profissional tem a sua. O encanador possui a caixa de ferramentas com grifos, canos, etc. Já o médico, geralmente, carrega uma bonita e elegante contendo instrumentos clínicos. O agricultor, por sua vez, tem a sua caixa para preparar o terreno, plantar e fazer a colheita. Mas a caixa de ferramentas do administrador é bem diferente. Logicamente ela depende do nível e amplitude da posição que ele ocupa na organização e à medida que desenvolve sua carreira. Mas qual é esse ferramental afinal de contas? Ele é material, físico e concreto? Caberia em uma simples caixa?

É bom lembrar que o administrador não executa e nem faz as coisas acontecerem por si próprio, mas através das pessoas que compõem a sua equipe de trabalho. Um presidente trabalha com os diretores, cada diretor com uma equipe de gerentes, cada gerente com seus supervisores e assim por diante. Cada qual possui suas metas, objetivos e produz resultados através de seus colaboradores.

A equipe constitui as mãos na massa, braços, pernas, músculos, cérebro e o sistema simpático e parassimpático do administrador. Não quero dizer que a caixa de ferramentas seja a sua equipe, estou longe disso. Seria uma blasfêmia, pouco caso e falta de respeito com essas pessoas. Mas é imprescindível lembrar que sem uma equipe bem escolhida, capacitada e motivada o administrador não produz nada.

A equipe é fundamental para o trabalho do administrador. Sem esse conjunto, ele fica sem sua caixa de ferramentas. Os parafusos que deve apertar, os curtocircuitos que deve evitar e a sintonia fina para obter alinhamento. Tudo isso fica sem ação. Para criar e desenvolver esse grupo, o administrador precisa ter um faro incrível para localizar talentos, selecionar seus componentes, organizar seu trabalho, treiná-los, desenvolvê-los e capacitá-los continuamente. Além disso, deve reconhecer sua contribuição ao negócio, mantê-los sempre motivados e proporcionar constante retroação a eles.

Todas essas competências administrativas ou gerenciais são fundamentais para o sucesso profissional do administrador. E devem também ser aplicadas para gerar um clima de trabalho agradável, criar e desenvolver competências em seus colaboradores, dar-lhes oportunidades para vencer, buscar a excelência e proporcionar resultados palpáveis.

O líder verdadeiro é aquele que forma futuros líderes. Somente quando prepara substitutos à sua altura é que o administrador terá condições de delegar missões com êxito e deslanchar para patamares mais elevados de responsabilidade e de realização pessoal. O administrador raramente trabalha sozinho. A administração é um fenômeno social e coletivo e não apenas individual ou solitário. Assim, transformar as pessoas que formam sua equipe em verdadeiros talentos capazes de oferecer contribuições incríveis.

Visão sistêmica e visão periférica são indispensáveis. Não se trata de mirar e entender o panorama global da empresa, mas também o que está acontecendo ao seu redor. E, sobretudo proporcionar rapidez e agilidade na resposta através da equipe. Talvez, até mais do que isso, o administrador precisa ser proativo e antecipatório nas decisões e ações. É que o futuro será completamente diferente do presente, assim como este está sendo diferente do passado. E não basta imitar ou copiar o que os outros estão fazendo. O mundo dos negócios de hoje exige criatividade, imaginação, engenhosidade e inovação.

A administração é uma profissão que envolve ciência, tecnologia e arte e que exige discernimento, intuição e perspectiva. Ao mesmo tempo, ela deve lidar com produtos, serviços, processos, pessoas, mercados, concorrência e uma infinidade de conceitos como produtividade, qualidade, responsabilidade econômica, sustentabilidade e outros mais que precisam ser adequadamente translatados em decisões capazes de proporcionar alcance de objetivos e oferta de valor e resultados.

E tudo isso lembrando que os stakeholders lá fora e aqui dentro estão aumentando cada vez mais suas expectativas a respeito do trabalho do administrador. Não é sopa, não!
Idalberto Chiavenato - umas das principais autoridades na área de Administração de Empresas da América Latina, é doutor e mestre em Administração pela City University of Los Angeles (EUA) e escreveu 30 best-sellers publicados no Brasil, 17 obras em língua espanhola, além de uma infinidade de artigos em revistas especializadas.

Siga os posts do Administradores no Twitter: @admnews.


Idalberto Chiavenato

Fundador e Presidente do Instituto Chiavenato, Idalberto Chiavenato é Doutor (PhD) e Mestre (MBA) em Administração pela City University of Los Angeles-CA, EUA, especialista em Administração de Empresas pela FGV-EAESP, graduado em Filosofia/Pedagogia, com especialização em Psicologia Educacional pela USP e em Direito pela Universidade Mackenzie.

É professor honorário de várias universidades do exterior e renomado palestrante ao redor do Mundo.

É reconhecido autor de 39 livros abordando Administração, Recursos Humanos, Estratégia Organizacional, Comportamento Organizacional publicados no Brasil e no exterior.

É conselheiro do CRA-SP e membro vitalício da Academia Brasileira de Ciências da Administração ocupando a cadeira nº 47. Recebeu dois títulos de Doutor Honoris Causa por universidades latino-americanas e a Comenda de Recursos Humanos pela ABRH-Nacional.

Atividades
Fundador e atual presidente do Instituto Chiavenato, conselheiro do Conselho Regional de Administração de São Paulo e candidato na chapa de Roberto Cardoso á vice-presidência do Conselho Federal de Administração em 2011, Idalberto Chiavenato é reconhecido e solicitado palestrante por todo o Brasil, América Latina, Portugal e países de língua portuguesa na África. Ganhador da comenda de Recursos Humanos da ABRH-Nacional e Doutor Honoris Causa na América Latina continua produzindo suas pesquisas e conceitos em administração através de seus livros, muitos deles Best-seller de suas áreas como Teoria Geral da Administração, Gestão de Pessoas e Planejamento Estratégico.

Contato com o Instituto Chiavenato de Educação: (11) 3467-2800 ou atendimento@chiavenato.com. Estamos no twitter (@chiavenato) e no Facebook (Instituto Chiavenato).